A cooperação científica internacional como ferramenta de visibilidade da pesquisa

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DOI:

https://doi.org/10.22579/20112629.725

Resumo

A pesquisa científica pode ser vista como um processo complexo e difícil de se desenvolver, porém, é considerado um pilar fundamental para melhorar a qualidade de vida, o bem-estar social, a formação de novos profissionais e o desenvolvimento de futuros pesquisadores (Delgado-Bardales, 2021). Sem dúvida, isso traz grandes benefícios sociais, embora em muitos países em desenvolvimento não dêem a importância que merece. Por exemplo, na América
Latina, os países destinam poucos recursos econômicos a essa atividade, chegando a menos de um quinto, em comparação com o investimento (do PIB) feito pelos países desenvolvidos. A pesquisa científica baseia-se, em grande parte, na colaboração e cooperação entre pesquisadores, sejam eles
grupos de pesquisa de uma mesma instituição, redes de pesquisa de diferentes instituições de um mesmo país ou redes internacionais. Nesse sentido, observou-se que a cooperação científica internacional (ICC, por suas iniciais em inglês) tem permitido a modernização da ciência na América Latina. Dentre os principais mecanismos de ICC, destaca-se o repasse de recursos financeiros por meio de subsídios para ciência e pesquisa. Segundo Estébanez
(2019), durante a primeira metade do século XX, diferentes agências governamentais, sociedades e associações filantrópicas internacionais na Europa e nos Estados Unidos alocaram recursos econômicos e promoveram redes para realizar processos científicos. Os avanços na modernização da ciência nesta região têm sido alcançados por meio de estratégias de apoio a pesquisadores reconhecidos e grupos científicos emergentes, bem como a criação
de instituições de pesquisa e apoio à educação científica. Atualmente, observa-se que os países latino-americanos têm mantido essas estratégias para o avanço e modernização da atividade científica, apesar de, em comparação aos países desenvolvidos, o percentual do PIB destinado a tais fins ser baixo. Pode-se dizer que muitos desses países investem parte desses recursos econômicos especificamente para realizar atividades científicas internacionais, por meio de subsídios governamentais, por meio de instituições de pesquisa ou organizações não governamentais. Investir no CCI trouxe grandes benefícios sociais na região, e também é claro que isso permitiu maior visibilidade da pesquisa científica em nível internacional. Apesar de ciência, tecnologia e inovação serem as questões mais relevantes em todo o mundo, os países latinoamericanos não destinam mais do que 0,6 e 0,7% do PIB a essas atividades, enquanto países considerados desenvolvidos como China, Reino Unido e Estados Unidos investem cerca de 4% do PIB em média (INFOBAE, 2021).
A melhor forma de garantir o investimento na modernização da ciência é a través de implementação de políticas públicas nos estados como está acontecendo na atualidade em diversos países como Colômbia, México, Argentina, Brasil, entre outros. Algumas das principais estratégias internacionais seguidas são: a mobilidade de investigadores, a formação de redes de investigação, a mobilidade estudantil e a formação de recursos humanos na área da investigação científica.

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Referências

Estébanez ME. El rol de la cooperación científica en los procesos de modernización de la ciencia argentina durante los años sesenta. Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad, 2019; 14(42): 173-194.

Delgado-Bardales JM. La investigación científica: su importancia en la formación de investigadores. Revista Latina Revista Científica Multidisciplinar, 2021; 5(3): 1-2 https://doi.org/10.37811/cl_rcm.v5i3.476

INFOBAE. 2021. Ciencia y tecnología, el ‘talón de Aquiles’ de América Latina [Fecha de acceso: 22 de agosto de 2022] https://www.infobae.com/tecno/2021/09/23/ciencia-y-tecnologia-el-talon-de-aquiles-de-latinoamerica/

Publicado

2022-06-16

Edição

Seção

Editorial

Como Citar

A cooperação científica internacional como ferramenta de visibilidade da pesquisa. (2022). Orinoquia, 26(1), 7-12. https://doi.org/10.22579/20112629.725